A Arte de Encontrar a Justiça
O meu percurso académico nunca foi uma linha reta; foi, antes, uma composição cheia de ritmos diferentes. Lembro-me de começar esta viagem fascinada pelas cores e pela liberdade das Artes. Durante muito tempo, achei que o meu futuro passaria pela criação, pelos pincéis e pela imaginação sem limites.
No entanto, a minha escola não se resumiu à sala de aula. Tive de aprender a gerir o tempo com mestria, porque a minha alma pedia mais. Entre os testes e os trabalhos, havia sempre espaço para a dança e para a música. Foi no rigor de uma coreografia e na leitura de uma pauta que aprendi o valor da disciplina e do sacrifício.
Mais importante ainda, percebi que ter tempo é uma questão de prioridade, especialmente quando se trata de ajudar os outros. O voluntariado mostrou-me realidades diferentes da minha e despertou em mim um sentido de responsabilidade cívica que eu desconhecia.
Foi essa vontade de fazer a diferença que, aos poucos, mudou a minha bússola. A sensibilidade que trazia das Artes não desapareceu, apenas ganhou um novo propósito. Percebi que queria usar a minha criatividade e a minha voz para defender quem precisa. A arte, a música, a dança e a solidariedade, certamente cria pessoas muito mais capazes de fazer justiça...









